Raposa

E quando dormia em seu peito fazia ele sonhar com coisas que já não mais sonhava.
E quando acordava ao seu lado ele continuava sonhando com coisas que já não mais sonhava.
E quando não mais sonhava, já não mais queria acordar para viver um pesadelo.
E quando as coisas eram boas logo sentia que eram pouco e sempre seriam pois das ruins eu já estava cansado.
E quando sentia seu corpo caindo do abismo mais lindo já visto por olhos tão triste, voltou a sonhar que um dia ainda poderia voar.

Nada como um adormecer profundo, como um beijo que deu Romeu em sua Julieta, no ultimo beijo que dariam se a sua vida fosse um romance não tão enjoativo como era.

E quando ele der seu ultimo suspiro é em uma Rosa que ira pensar, deixando de lado toda e qual quer incomodação ou consideração por quem fica a sua volta vendo seu corpo cair.
Será mais um fraco, mais um dejeto, apenas mais um lixo a ser cremado, o lixo mais lixo que outros lixos, será vazio, talvez não mais do que já é agora, porem muito mais inerte do que já tem sido.
Em seu eptáfio sera posto as rudes palavras: “Fraco, Manipulador, Infantil e Louco.”
No seu ultimo refugio irá receber crisantemos brancos de sua familia. De quem já foi sua Rosa espera receber rosas, pena não estar mais lá para recebe-las e sentir o aroma da Rosa e de suas rosas.

Mais uma parte dele morre e não se sabe quantas outras ainda haveriam de existir sem aquela parte que se foi.

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s